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terça-feira, 21 de agosto de 2012

51


Terminei de lavar os pratos e o Gabe não tinha descido ainda, então decidi subir.
Assim que eu ia bater na porta, ele abriu e sorriu pra mim.
- Hm... meu pai ligou.
- E o que ele disse? – ele perguntou me puxando pra dentro do quarto.
- Disse que eles vão dormir fora. – eu respondi deitando na cama dele.
- Opa, casa só nossa de novo? Da ultima vez não acabou muito bem...
- É... mas dessa vez nada vai dar errado, né Gabe? – eu disse o olhando.
- Sim, dessa vez vamos fazer valer a pena. – ele disse ditando em cima de mim e me beijando.
Eu não tenho palavras pra descrever a saudade que eu tava desse beijo, dessa urgência. Senti uma mão dele percorrendo a minha perna e a outra na minha cintura. Botei minhas mãos no cabelo dele e em seguida tirei a blusa dele o arranhando. Ele soltou um suspiro profundo e me beijou com mais urgência, abaixando o meu short e em seguida trocou as posições. Senti a sua mão apertando minha bunda e coxa enquanto eu tirava seu short com o pé.
- Isso não é justo – ele disse me olhando.
- O que não é justo? – eu perguntei confusa.
- Você ta de blusa e calcinha e eu só de cueca. – eu gargalhei alto e ele me olhou confuso e depois sorriu maliciosamente – Vamos ver se você vai rir agora.
Ele trocou as posições de novo, ficando por cima de mim e me beijou. Eu botei minhas mãos na sua nuca, forçando-o a continuar me beijando, mas ele parou.
- Gabe! – o repreendi, então ele sorriu de novo e beijou os meus ombros, indo pro meu colo. Senti suas mãos levantando a minha blusa e eu senti, tudo que eu tinha sentido naquele dia... Pedro... Não! Eu tinha que tirar aquilo da minha cabeça. Isso não podia ficar me assustando pelo resto da minha vida. Não é justo comigo, não é justo com o Gabe! Tentei tirar aquilo da minha cabeça lembrando da noite passada, quando o Gabe se declarou pra mim. Lembrei do nosso dia maravilhoso hoje e de repente eu não tive mais medo. Eu queria o Gabe, queria somente ele.
Soltei um gemido quando senti sua boca mordendo os meus seios e sua mão os massageando. Quando ele parou eu me assustei, então abri meus olhos e vi que ele estava botando a camisinha. Sorri e ao mesmo tempo fiz minha cara mais assustada.
- Por que ta olhando assim? – ele perguntou preocupado.
- Por que você não me disse que tinha um canhão entre as pernas? – eu disse sem cerimônia. Ele corou e eu ri  - Vem cá meu lindo.
O beijei com toda a força que eu tinha e deixei ele tirar minha calcinha. Eu troquei nossas posições, ficando por cima dele. Ele me olhou e eu assenti com a cabeça. Então ele penetrou e eu segurei um grito, porque assim que eu o olhei de novo, não era ele e sim o Pedro. Meu corpo gelou. Mas, não. Eu não ia deixar aquele filho da puta do Pedro acabar com a minha vida, me traumatizar pra sempre. respirei fundo e senti aquele cheiro maravilhoso do Gabe, e foi ai, que eu soube que eu estava bem, que os pesadelos com aquela maldita noite iriam acabar, porque eu tinha o Gabe, eu o tinha ali, do meu lado. Comigo.
Senti as mãos dele na minha cintura e começamos um vai e vem. Ele começou a aumentar a velocidade e eu tinha perdido a noção de tudo. Pra mim não importava mais nada, além daquele momento. Comecei a cavalgar e ele me ajudava, com a mão na minha cintura. Até que meu corpo teve um baque e eu gozei e depois de mim, ele também. Deitei do lado dele na cama, suando. Ele passou a mão dele no meu rosto, tirando os fios de cabelo que estavam colados na minha testa e sorriu.
- Te amo.
- Te amo, Gabe.
Ele me abraçou e caímos no sono.

50


Não tinha ninguém lá, só eu e Gabe.
- Vou trocar de roupa.
- Ok, eu vou fazer a janta.
- Ui, menino prendado! – eu ri subindo as escadas.
Botei meu pijama e tirei a minha maquiagem. Quando tava descendo a escada, consegui sentir o cheiro da comida e meu estômago roncou. É, eu tava faminta.

- Que cheiro delicioso Gabe! – disse entrando na cozinha.
- É, bom, to fazendo uma das poucas coisas que eu sei fazer: Calabresa. – ele sorriu pra mim botando as ultimas calabresas na frigideira.
- Eu amo calabresa – sorri – No que eu posso te ajudar?
- Em nada. Já ta tudo pronto.
E realmente estava.
- Ok, então deixa que eu termino de fritar, enquanto isso sobe e troca de roupa.
- Não, eu to tranquilo. – ele sorriu – Pronto. Terminei.
Botamos a calabresa na mesa e nos servimos.

Quando terminamos de comer, o Gabe subiu pra trocar de roupa e eu fui lavar a coisas. Ouvi meu celular tocando e atendi.

- Oi pai.
- Oi querida, só liguei pra avisar que não vamos dormir em casa hoje, ok?
- Ta bom.
- Juizo ai... você e Gabe... sozinhos.
- Pai, não se preocupa – eu ri – ta tudo bem.
- Ok, até amanhã, beijos.
- Beijos.

49


- Então, que filme você quer ver? – ele disse olhando o telão que tava na nossa frente.
- Não sei, você que escolhe. – eu disse indiferente.
 - Não, escolhe um ai! – ele disse batendo o cotovelo no meu braço.
- Homem Aranha, pode ser?
- Ah, seu tarada. Já quer ver o bonitão né? – ele riu
- Eu já to vendo o bonitão – eu disse olhando pra ele.
- Odeio quando fico sem palavras. – ele disse sério.
- Ah, qual é Gabe, vamos ser sinceros né. – eu ri
- Ta, então vai ser Homem Aranha. – eu o abracei e fomos pra fila.
Ele comprou os ingressos e em seguida a gente entrou na sala, estava passando os trailers. Nos sentamos e ficamos assistindo. Na verdade, acho que só ele tava assistindo, porque eu não parava de olhar pra ele um só segundo. Senti uma mão passar por cima do meu ombro, sorri e deu minha mão pra ele. Ele soltou um risinho e me aproximou mais dele, deixando a minha cabeça apoiada no seu ombro.

(...)

- Então, quer fazer o que agora? – ele disse assim que a gente saiu da sala.
- Você que sabe – sorri
- Você tem que parar de me falar isso. – ele riu – Vamos a um restaurante então.
- Ta ok – sorri
Na verdade, eu queria chegar em casa logo, porque eu tava com saudades do beijo dele. Ele não me beijou no cinema e eu também não tomei a iniciativa - isso é tarefa pra meninos!
Fomos andando pro restaurante, já que não era muito longe do cinema, mas quando estávamos quase chegando...
- Quer saber? Vamos pra casa! – Gabe disse decidido e já me puxando de volta pro carro.
Eu não entendi nada, mas, assim fizemos. Voltamos pra casa. 

48


Terminei de me maquiar e fiquei me olhando no espelho.
- Nossa! Com tanta beleza assim eu fico cego! – disse o Gabe sentando na minha cama com os olhos tapados.
Eu ri alto e tirei a mão dele do olho.
- Para de bobeira garoto!
- Ta, parei já. – eu sorri – Vamos ou a donzela tem mais alguma coisa pra fazer?
- Não, príncipe! Já estou pronta.
- Ui, príncipe! Desse jeito eu me acostumo. – eu ri.
Descemos a escada e fechamos a casa. Foi ai que eu percebi.
- Gabe, como a gente vai pro cinema?
Ele soltou uma gargalhada.
- Minha mãe deixou o carro dela comigo.
- Ah ta. – eu ri
Ele abriu a garagem e entramos no carro. Ficamos o caminho todo sem falar nada, só ouvindo a musica que tava tocando.
Ele era tão lindo, meigo, lindo, espetacularmente lindo dirigindo.
- Por que ta me olhando? To ficando sem graça.
- Desculpa. – eu disse sem graça
- Eu tava brincando. – ele riu – Você ta vermelha.
- Para Gabe! – bati no ombro dele. Ele riu alto.
- Ta, ta, ta. Parei!
- Obrigada – eu ri.
Continuamos a jogar papo fora até chegar ao cinema. 

47


Eu fui me arrumar e coloquei uma calça skinny preta e uma bata cinza. Peguei minha jaqueta e botei meu tênis. Agradeci por meu cabelo não estar feio e o deixei solto.
Estava me maquiando quando ouço alguém batendo na porta do meu quarto.
- Entra! – gritei.
- Bia, que saudade! – disse meu pai vindo me abraçar.
- Saudades também pai. – disse o abraçando forte.
- Então, vai aonde tão bonita? – ele disse me olhando
- Vou no cinema.
- Com quem? – ele me olhou desconfiado.
- Com o Gabe – sorri
- Ah sim... vocês estão bem de novo?
- Sim, estamos. Melhores do que nunca – sorri de novo.
- Vocês... vocês estão tendo alguma coisa além de... irmandade?
Irmandade? Quem ainda fala isso? Meu Deus!
- Por enquanto não. – fui sincera.
- Por enquanto? – ele disse levantando as sobrancelhas.
- Sim, pai. Por enquanto! – disse voltando a me maquiar.
- Você... você gosta dele? Porque você sabe, né, vocês são meio irmãos e tudo mais.
- Pai, eu não tenho nenhum laço sanguíneo com o Gabe e nem seu sobrenome ele tem! Então eu não considero ele meu irmão.
- Ta, ok. Mas você não respondeu minha pergunta. Você gosta dele?
E foi ai que a bendita Jenna me salvou, entrando no quarto.
- Vamos Patrick? Estou pronta!
- Vamos – meu pai disse se virando pra ela.
- Obrigada – movi meus lábios pra ela, que só assentiu com a cabeça e deixou um risinho escapar. 

domingo, 19 de agosto de 2012

46


Eu tampei meus olhos e ouvi o Gabe rir.
- Eu to de toalha, não to pelado! – eu ri e tirei minhas mãos dos olhos.
- Mas ta indecente do mesmo jeito! - disse me sentando na cama.
Ele riu pegando a roupa no armário dele e indo pro banheiro. Me joguei na cama e comecei a cantarolar qualquer coisa.
- Então, como foi? – ele me perguntou ainda dentro do banheiro.
- Como foi o que? – disse distraída.
- Com o Arthur, Bia. – ele disse abrindo a porta.
- Bom, eu falei com ele e ele não aceitou muito bem. – eu suspirei – Na verdade, ele ficou extremamente irritado e acho que eu não sou mais amiga dele.
- Desculpa, eu não queria fazer você perder a sua amizade com ele.
- Gabe, – eu disse chegando mais perto dele – se acabou, era porque não era verdadeira. Não se preocupa com isso.
Eu sorri pra ele e ele sorriu de volta.
- Hey, pra onde você vai tão bonito assim? – eu disse me afastando e olhando ele do pé a cabeça.
- Nós vamos ao cinema.
Eu ergui as minhas sobrancelhas.
- Nós vamos?
- Sim, nós vamos – ele disse chegando mais perto de mim e me dando um selinho. Eu sorri.
- Então eu tenho que me arrumar né? Ou você quer que eu vá de pijama?
- Pra aqueles tarados ficarem te olhando? Não obrigada. Ah, se quiser, vai de calça, casaco, toca, bota/
- Eu não vou me tapar toda Gabe! – eu disse rindo e o interrompendo. Ele riu.
- To brincando. 

domingo, 12 de agosto de 2012

45


Assim que terminamos de almoçar, ouvi a campainha tocar e Gabe foi atender.
Eu estava lavando os nossos pratos quando ele disse que o Arthur tava me esperando na porta e ele subiu as escadas.
- Oi Arthur – eu disse assim que o vi.
- Oi B. – ele disse quase me beijando, mas eu virei o rosto – O que houve?
- Não posso mais fingir que sinto alguma coisa por você além de amizade. Eu sei que você ta querendo me fazer esquecer o Gabe, mas é impossível, eu o amo Arthur e eu não posso tentar esquecer ele, porque eu simplesmente não quero esquecer ele. Me desculpe, eu sei/
- Você beijou ele ontem? – ele disse me interrompendo. Arregalei os olhos.
- Claro que não! – quase gritei – Eu ainda não tinha falado com você e não seria certo o beijar.
- Então vocês... estão juntos de novo?
- Nós nunca estivemos juntos! – Ele riu sarcasticamente. Eu suspirei – Arthur, eu não quero perder a sua amizade e você sabe disso. Eu sei que não vai ser a mesma coisa que antes, mas pelo amor de Deus, vamos tentar.
- Entre ser falso com você e não ter sua amizade... prefiro não ter. – e assim ele foi embora, me deixando lá, sentindo um dó do caramba dele.
Eu subi as escadas e bati na porta do Gabe.
- Pode entrar! – ouvi ele gritar.
Abri a porta e ele tava lá, só de toalha. Ele tinha acabado de sair do banho.


-


não gostei desse capitulo, masenfim . beijo :*