Terminei
de lavar os pratos e o Gabe não tinha descido ainda, então decidi subir.
Assim
que eu ia bater na porta, ele abriu e sorriu pra mim.
-
Hm... meu pai ligou.
-
E o que ele disse? – ele perguntou me puxando pra dentro do quarto.
-
Disse que eles vão dormir fora. – eu respondi deitando na cama dele.
-
Opa, casa só nossa de novo? Da ultima vez não acabou muito bem...
-
É... mas dessa vez nada vai dar errado, né Gabe? – eu disse o olhando.
-
Sim, dessa vez vamos fazer valer a pena. – ele disse ditando em cima de mim e
me beijando.
Eu
não tenho palavras pra descrever a saudade que eu tava desse beijo, dessa
urgência. Senti uma mão dele percorrendo a minha perna e a outra na minha
cintura. Botei minhas mãos no cabelo dele e em seguida tirei a blusa dele o
arranhando. Ele soltou um suspiro profundo e me beijou com mais urgência,
abaixando o meu short e em seguida trocou as posições. Senti a sua mão
apertando minha bunda e coxa enquanto eu tirava seu short com o pé.
-
Isso não é justo – ele disse me olhando.
-
O que não é justo? – eu perguntei confusa.
-
Você ta de blusa e calcinha e eu só de cueca. – eu gargalhei alto e ele me
olhou confuso e depois sorriu maliciosamente – Vamos ver se você vai rir agora.
Ele
trocou as posições de novo, ficando por cima de mim e me beijou. Eu botei
minhas mãos na sua nuca, forçando-o a continuar me beijando, mas ele parou.
-
Gabe! – o repreendi, então ele sorriu de novo e beijou os meus ombros, indo pro
meu colo. Senti suas mãos levantando a minha blusa e eu senti, tudo que eu
tinha sentido naquele dia... Pedro... Não! Eu tinha que tirar aquilo da minha
cabeça. Isso não podia ficar me assustando pelo resto da minha vida. Não é
justo comigo, não é justo com o Gabe! Tentei tirar aquilo da minha cabeça
lembrando da noite passada, quando o Gabe se declarou pra mim. Lembrei do nosso
dia maravilhoso hoje e de repente eu não tive mais medo. Eu queria o Gabe,
queria somente ele.
Soltei
um gemido quando senti sua boca mordendo os meus seios e sua mão os
massageando. Quando ele parou eu me assustei, então abri meus olhos e vi que
ele estava botando a camisinha. Sorri e ao mesmo tempo fiz minha cara mais
assustada.
-
Por que ta olhando assim? – ele perguntou preocupado.
-
Por que você não me disse que tinha um canhão entre as pernas? – eu disse sem
cerimônia. Ele corou e eu ri - Vem cá
meu lindo.
O
beijei com toda a força que eu tinha e deixei ele tirar minha calcinha. Eu
troquei nossas posições, ficando por cima dele. Ele me olhou e eu assenti com a
cabeça. Então ele penetrou e eu segurei um grito, porque assim que eu o olhei
de novo, não era ele e sim o Pedro. Meu corpo gelou. Mas, não. Eu não ia deixar
aquele filho da puta do Pedro acabar com a minha vida, me traumatizar pra
sempre. respirei fundo e senti aquele cheiro maravilhoso do Gabe, e foi ai, que
eu soube que eu estava bem, que os pesadelos com aquela maldita noite iriam
acabar, porque eu tinha o Gabe, eu o tinha ali, do meu lado. Comigo.
Senti
as mãos dele na minha cintura e começamos um vai e vem. Ele começou a aumentar
a velocidade e eu tinha perdido a noção de tudo. Pra mim não importava mais
nada, além daquele momento. Comecei a cavalgar e ele me ajudava, com a mão na
minha cintura. Até que meu corpo teve um baque e eu gozei e depois de mim, ele
também. Deitei do lado dele na cama, suando. Ele passou a mão dele no meu
rosto, tirando os fios de cabelo que estavam colados na minha testa e sorriu.
-
Te amo.
-
Te amo, Gabe.
Ele
me abraçou e caímos no sono.
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